Portões Fechados Sob Chuva Revoltam Pai de Aluno em Fernandópolis-SP
Vídeo gravado antes das 7h expõe insatisfação com acesso à escola; Prefeitura afirma que abertura segue horário oficial e promete flexibilização em casos excepcionais
Foto reprodução Uma manhã chuvosa em Fernandópolis terminou em questionamento público. Antes das 7 horas, um pai de aluno gravou um vídeo em frente a uma escola do município reclamando que os portões permaneciam fechados, mesmo sob chuva, enquanto crianças aguardavam do lado de fora.
O registro rapidamente circulou em grupos de mensagens e levantou um debate recorrente: qual é o limite entre a responsabilidade dos pais e a obrigação da instituição em situações climáticas adversas?
Segundo o pai, a indignação não estava apenas no cumprimento do horário, mas na falta de sensibilidade diante da chuva. “As crianças estavam molhando”, relatou no vídeo, defendendo que o portão poderia ter sido aberto alguns minutos antes para evitar o desconforto.
O que diz a Prefeitura
Procurada, a Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Fernandópolis enviou nota esclarecendo que o horário oficial de abertura da escola é às 7h, momento em que se inicia o expediente dos funcionários responsáveis pelo cuidado e acompanhamento dos alunos.
De acordo com a nota:
“O horário de abertura da escola é às 7h. Nesse momento, iniciam o expediente os funcionários responsáveis pelo cuidado e acompanhamento dos alunos. Antes desse horário, apenas a equipe de limpeza se encontra na unidade.
As aulas têm início às 7h30. A partir do momento em que a criança entra na escola, a responsabilidade passa a ser dos profissionais designados para seu acompanhamento. Como a abertura dos portões ocorre 30 minutos antes do início das aulas, não é possível atribuir essa responsabilidade a outros servidores que não exercem essa função.
De todo modo, a direção da escola já se colocou à disposição para, em casos de chuva ou situações excepcionais, como a ocorrida no dia do episódio, permitir que a equipe de limpeza abra o prédio para que as crianças possam se abrigar. Nesses casos, porém, elas deverão permanecer sob a responsabilidade dos pais ou responsáveis até a chegada dos profissionais encarregados pelo atendimento aos alunos.”
A administração municipal reforça que, formalmente, a responsabilidade pela criança só é transferida à escola após a entrada no horário em que há equipe designada para o acompanhamento.
Regra, bom senso e percepção pública
O episódio revela um ponto sensível na rotina escolar: a diferença entre norma administrativa e expectativa social. Em tese, o município cumpre o horário estabelecido. Na prática, o clima adverso ampliou a percepção de rigidez.
A promessa de flexibilização em “casos excepcionais” pode sinalizar uma mudança de postura, ainda que informal. Resta saber se haverá protocolo definido para dias de chuva ou se a decisão continuará dependendo da avaliação pontual da direção.
Em uma cidade com cerca de 70 mil habitantes, onde o boca a boca digital tem força imediata, episódios como esse ultrapassam o portão da escola e ganham dimensão pública. A discussão agora não é apenas sobre minutos mas sobre acolhimento, responsabilidade e sensibilidade administrativa.
Portal Brasil Sem Censura a serviço do povo.







COMENTÁRIOS