Entre Curtidas e Buracos: O Abismo entre o Fernandópolis-SP Digital e o Real
Fernandópolis-SP: A "Mudança" que Ficou no Discurso e o Asfalto que Continua no Chão
A política em Fernandópolis-SP parece sofrer de um curto-circuito de memória. O atual chefe do Executivo, que hoje ocupa a cadeira principal do Paço Municipal, não caiu de paraquedas na administração pública. Ex-vereador e peça-chave na sustentação e reeleição do governo anterior (que comandou a cidade por oito anos), ele agora governa sob a promessa da "mudança". Mas, para o morador que precisa tapar buracos com cimento na Rua Koei Arakaki, a única mudança visível foi o nome no gabinete.
De Aliado a "Salvador": Onde está a Nova Gestão?
Em 2024, o rompimento político com o ex-prefeito foi vendido ao eleitor como o início de uma nova era. A promessa era de que os erros do passado os mesmos que o atual prefeito ajudou a chancelar enquanto estava na Câmara seriam corrigidos. No entanto, o que se vê no cruzamento com a Rua Manoel Rodrigues da Silva é a herança maldita de um asfalto afundado que atravessa gestões sem solução.

O Google Maps registra o descaso em janeiro de 2024. Hoje, em fevereiro de 2026, o cenário é idêntico. Surge então a pergunta que não quer calar:
Se o atual prefeito conhecia os problemas da cidade como vereador, por que, agora com a caneta na mão, permite que o abandono continue o mesmo?
O Marketing da Ruptura vs. A Realidade do Bairro
Não basta romper politicamente com o passado nas redes sociais se a prática administrativa segue a mesma cartilha da ineficiência. O morador que desabafa que "os impostos são pagos em vão" não está interessado em saber quem brigou com quem no palanque; ele quer saber por que a Avenida Campos Sales continua sendo um teste de resistência para seu veículo.
A "mudança" prometida em 2024 começa a soar como uma estratégia de marketing para ganhar votos, enquanto os problemas estruturais de Fernandópolis parecem ter sido "reeleitos" junto com o grupo político que domina a cidade há quase uma década.
Até quando o povo pagará a conta?
O atual prefeito seguiu o caminho da crítica ao antecessor para vencer as eleições, mas agora comete o erro clássico de ignorar o zelo básico com o cidadão. A infraestrutura de Fernandópolis não precisa de brigas políticas ou vídeos de "antes e depois" editados para o Instagram; precisa de ação asfáltica real onde o povo vive.
O silêncio das máquinas nas ruas onde o asfalto derrete é o grito de uma cidade que se sente enganada por um discurso de renovação que, na prática, mantém o mesmo cheiro de abandono de oito anos atrás.











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