Fernandópolis-SP vive há 30 anos em um ciclo de promessas vazias e estagnação?!
Cidade enfrenta décadas de decisões equivocadas, falta de planejamento e ausência de legado político, enquanto problemas estruturais persistem sem solução
Fernandópolis (SP) vive, há pelo menos 30 anos, sustentada por falácias e promessas rasas. A cidade e seu povo parecem caminhar sem rumo, sem direção, como o povo hebreu que peregrinou por 40 anos no deserto. Mesmo estando próximos da terra prometida, permaneceram décadas andando em círculos.
Assim também ocorre com Fernandópolis: três décadas marcadas por escolhas equivocadas no passado e decisões tomadas no calor da emoção no presente, que podem comprometer ainda mais o futuro da população. Mesmo com oportunidades à frente, a cidade parece caminhar com os olhos vendados.
Ao longo de sua história, inúmeros políticos passaram pelos cargos de vereadores e prefeitos, mas poucos deixaram um legado concreto. Entre centenas de vereadores e dezenas de prefeitos, quantos, de fato, transformaram a realidade da cidade?
Para avançar e sair do “deserto invisível”, Fernandópolis precisa de lideranças com postura real, não apenas presença em redes sociais. É necessário compromisso com transformação social, e não com visibilidade midiática.
O olhar do político não deve estar voltado apenas para a reeleição, mas para a mudança efetiva na vida da população. Um exemplo claro dessa ausência de planejamento é a falta de soluções estruturais para problemas recorrentes, como as enchentes na Avenida Getúlio Vargas e na Avenida 7.
Não se deve lembrar da dor do povo apenas quando ela acontece é preciso evitá-la. A política exige visão de longo prazo, uma “visão de águia”, capaz de antecipar problemas e solucioná-los de forma definitiva, e não apenas paliativa.
A população precisa de melhor infraestrutura. Parques industriais abandonados, que mais se assemelham a florestas, e prédios fantasmas reforçam o cenário de abandono.
Até quando Fernandópolis-SP continuará caminhando nesse deserto? Mais 10 anos? Ou a cidade permanecerá presa ao seu passado de grandeza, sem conseguir retomar o protagonismo que já teve?
É hora de Fernandópolis avançar. É hora de sair do deserto.







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