Vídeo de suposto trote de estudantes de Medicina em Fernandópolis-SP gera indignação nas redes
Imagens gravadas na noite de sexta-feira (06) mostram calouros ajoelhados e cânticos com conteúdo considerado misógino; Portal Brasil Sem Censura deixa espaço aberto para manifestação da instituição
FERNANDÓPOLIS (SP) – Um vídeo gravado na noite desta sexta-feira, 6 de março de 2026, e que começou a circular nas redes sociais e grupos de mensagens nas últimas horas, acendeu um alerta sobre a persistência de práticas polêmicas em trotes universitários ligados ao curso de Medicina na cidade de Fernandópolis-SP.
As imagens mostram um grupo de jovens reunidos em via pública durante a noite. Em determinado momento, alguns estudantes aparecem ajoelhados no chão, utilizando chapéus em formato de cone e placas penduradas no pescoço, em uma cena que lembra rituais tradicionais de recepção de calouros conduzidos por veteranos.
O que mais tem gerado indignação entre internautas e moradores, no entanto, é o conteúdo do cântico entoado durante o trote, que contém expressões associadas à objetificação feminina e à violência sexual. Entre as frases mencionadas no vídeo aparecem referências a consumo de substâncias e expressões como:
“Chupetinha vai fazer e não vai querer parar”“Medicina Fernandópolis vai te ...”
A gravação rapidamente passou a circular em redes sociais, provocando críticas e questionamentos sobre o limite entre trotes universitários e práticas consideradas humilhantes, ofensivas ou incompatíveis com o ambiente acadêmico.
Debate sobre ética e formação na área da saúde
O episódio também reacende o debate sobre a cultura de trotes em cursos da área da saúde, especialmente em Medicina, formação que tradicionalmente enfatiza princípios éticos, respeito ao paciente e preservação da dignidade humana.
Para críticos desse tipo de prática, episódios como o registrado no vídeo demonstram a necessidade de maior fiscalização e orientação dentro das instituições de ensino, a fim de evitar situações que possam incentivar comportamentos discriminatórios ou desrespeitosos.
Cobrança por posicionamento
Com a repercussão das imagens, internautas e moradores passaram a cobrar um posicionamento oficial da instituição de ensino associada ao curso mencionado no cântico, bem como eventuais medidas administrativas caso os fatos sejam confirmados.
Regimentos internos de muitas universidades brasileiras preveem sanções disciplinares para trotes considerados vexatórios, humilhantes ou ofensivos, podendo incluir advertências, suspensão e até expulsão em casos mais graves.
Espaço aberto para manifestação
O Portal Brasil Sem Censura informa que o espaço permanece aberto para que a instituição de ensino citada ou qualquer pessoa eventualmente envolvida nas imagens possa se manifestar oficialmente sobre o episódio.







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