A Proclamação da República: o golpe legitimado que destruiu um Brasil que dava certo
Em 1889, o país trocou a estabilidade e o prestígio internacional do Império por um regime nascido de traição, vaidade e interesses
A Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, foi na prática a legalização de um golpe militar que pôs fim à monarquia e derrubou o maior líder político que o Brasil já teve Dom Pedro II, um governante que amou e cuidou do seu povo como poucos na história.
O marechal Deodoro da Fonseca, movido por ego e vaidade, traiu o próprio amigo, o imperador, a quem horas antes havia prestado continência no Palácio Imperial. No mesmo dia, mudou o destino do país ao golpear o trono e proclamar a República, dando início a um ciclo de instabilidade política que o Brasil carrega até hoje.
A monarquia foi extinta, e a família imperial partiu para o exílio. O povo, que em sua maioria c era leal ao imperador, viu perplexo a queda de um regime que representava ordem, progresso real e unidade nacional.
Com o fim do Império, o Brasil mergulhou em crises políticas sucessivas: veio a República do Café com Leite, marcada pelo domínio das oligarquias; depois, a Revolução de 1930, que manteve Getúlio Vargas no poder por 15 anos; e, mais tarde, o golpe militar de 1964, que perdurou até 1985.
Hoje, em 2025, a República segue frágil, vaidosa e repleta de interesses pessoais. Políticos governam não em nome do povo, mas para o benefício próprio e de seus aliados. O país continua dividido entre Norte e Sul, direita e esquerda enquanto a nação que poderia ter se tornado uma potência de primeiro mundo luta contra as consequências de um golpe disfarçado de libertação.
O Brasil do Império, respeitado e promissor, foi derrubado em nome de uma “república” que até hoje não encontrou o caminho da verdadeira democracia.







COMENTÁRIOS