Fernandópolis-SP vive um devaneio político: um sonho de uma noite de verão que se desfaz em promessas e obras herdadas
Com obras iniciadas pela gestão anterior e ausência de planejamento para o futuro, a administração municipal repete o ciclo de ilusões que impede Fernandópolis-SP de avançar rumo ao desenvolvimento real.

Enquanto o prefeito atual segue inaugurando obras iniciadas na gestão anterior, a população enfrenta problemas estruturais que se acumulam nas ruas, avenidas e bairros. O discurso político, no entanto, mantém o mesmo roteiro: quando a obra é bem recebida, o mérito é da atual gestão; quando há polêmica, a culpa é sempre da administração passada.
Um exemplo claro dessa contradição está na Avenida Augusto Cavalin, palco de uma das intervenções mais controversas da História da cidade. A obra, que modificou o tráfego e a rotina de quem circula pela região, tornou-se símbolo de desorganização e falta de planejamento. Apesar de seus impactos diretos na mobilidade urbana, o prefeito insiste em se eximir de responsabilidades, apontando para o governo anterior como o responsável pelos erros de planejamento.
A incoerência salta aos olhos: se o gestor atual se orgulha de entregar obras herdadas, também deveria assumir os ônus dos projetos problemáticos que escolheu continuar. A cidade, porém, segue estagnada, com poucas ações efetivas para geração de empregos e sem obras que levem sua assinatura.
Em maio deste ano, o prefeito tentou até os últimos instantes assumir a organização da Expo 2025, mas, já em novembro, ainda não há plano definido para a Expo 2026. Enquanto isso, Votuporanga-SP, cidade vizinha, já tem todo o evento planejado e estruturado, mostrando a diferença que faz o planejamento de longo prazo algo que Fernandópolis-SP parece desconhecer.







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