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Brasilia,14/06/2026

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Não Chores a Minha Perda

Um poema sobre o amor não vivido, os gestos adiados e o arrependimento tardio

Agência Brasil
Não Chores a Minha Perda Imagem ilustrativa



Não Chores a Minha Perda

Não chores a minha partida.
Não vá ao meu último adeus.
Não jogue flores na minha despedida.
Não me abrace no caixão,
Se em vida você não foi capaz de me abraçar.
Não me abrace na morte.

Não queira se lembrar de mim
Somente após a minha partida.
Não diga que sentirá minha falta
Depois que eu me for.


Não me trate como um jogo,
Se em vida você fez joguinhos comigo.
Se quer me abraçar,
Me abrace agora, enquanto estou aqui.


Permita-me ser a razão do seu sorriso,
E não apenas uma lembrança
Do que poderíamos ter vivido.
Porque, em vez de viver,
Você escolheu brincar.


A vida é curta demais
Para os jogos do amor.
Se quiser me amar, me beijar e me abraçar,
Não espere eu partir
Para querer viver,
Depois da morte,
O que poderíamos ter vivido juntos… em vida.

✍️ Texto: Jucymar Cardoso





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